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Acromegalia em gatos: sintomas e tratamentos 09/02/2021 às 13:55:47

A acromegalia é uma doença endócrina que consiste na produção excessiva do hormônio do crescimento (GH). A origem dessa alteração em gatos é a presença de um tumor na hipófise. É uma doença rara, mas, infelizmente, pode ser bastante grave.

Geralmente, os sinais de acromegalia são detectados pela presença de outras doenças. Nesse caso, pode ser por causa da resistência à insulina em um tratamento para diabetes. O diagnóstico definitivo é confirmado por imagens e pelos níveis sanguíneos de certos hormônios.

Acromegalia em gatos

A acromegalia felina tem a mesma origem que em outras espécies (exceto no caso dos cães): uma lesão da adeno-hipófise ou um adenoma responsável pela desregulação na produção do GHo hormônio do crescimento.

O hormônio do crescimento é secretado pela hipófise a partir da estimulação de outro hormônio precursor, o hormônio liberador de hormônio do crescimento, que é produzido no hipotálamo. A secreção desse hormônio é inibida por outro hormônio, a somatostatina, que também é produzida no hipotálamo quando os níveis de GH estão elevados.

Efeitos do hormônio do crescimento

O hormônio do crescimento tem efeitos sobre o metabolismo, uma vez que sua produção excessiva afeta a fisiologia do animal. Por um lado, estimula a produção hepática de glicose, a lipólise e aumenta a oxidação dos lipídios.

Por isso, uma quantidade excessiva deste hormônio tem como resultado uma hiperglicemia persistente que gera um estado de hiperinsulinemia – presença de grande quantidade de insulina no sangue – para neutralizá-la. Níveis excessivos de insulina levam à intolerância à glicose. Dessa forma, o diabetes resistente à insulina é um sinal de acromegalia.

Além disso, juntamente com o hormônio do crescimento, também é secretado o hormônio IGF-1 (Insulin – like Factor -1), que estimula a proliferação de diversos tecidos. As alterações morfológicas também são outro sinal da acromegalia: organomegalia, deformação dos membros, ganho de peso e outros sintomas característicos.

Sintomas em gatos

De acordo com as estatísticas, os gatos machos com cerca de 10 anos são mais propensos à acromegalia, mas não foram observadas diferenças entre as diversas raças de felinos. Alguns dos sintomas mais comuns são:

  • Resistência à insulina associada aos sinais usuais de diabetes mellitus: poliúria, polidipsia, alterações no apetite e no peso e outros eventos.
  • Ganho de peso que não pode ser explicado pelo tutor.
  • Sintomas cardiovasculares: a acromegalia pode levar ao desenvolvimento da cardiomiopatia hipertrófica.
  • Modificações morfológicas: aumento anormal de certos órgãos (organomegalia). O alargamento da face também é comum.
  • Ruído respiratório.
  • Prognatismo inferior: a mandíbula parece se projetar da boca.
  • Crescimento acelerado das unhas.
  • Claudicação de um ou mais membros.
  • Sinais nervosos ou comportamentais.

Existe tratamento para a acromegalia em gatos?

Atualmente, existem vários tipos de tratamento para gatos com acromegalia. Vamos apresentá-los nas linhas a seguir.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia consiste na hipofisectomia, ou seja, na retirada da hipófise juntamente com o tumor causador da acromegalia. É uma operação complicada que geralmente é realizada apenas em centros altamente especializados por cirurgiões especialistas.

Por causa da dificuldade da cirurgia em si, pelo estado do animal e pelos cuidados pós-operatórios que exige, é um procedimento arriscado, mas que pode ter resultados muito bons.

Em 2012, o Royal Veterinary College (RVC) do Reino Unido realizou a primeira cirurgia de hipofisectomia bem-sucedida para tratar um gato com acromegalia. Até o momento, em 2019, os profissionais mais qualificados já ultrapassaram 100 cirurgias realizadas.

Tratamento de radioterapia

É o método mais utilizado para gatos com acromegalia. Por meio da radioterapia, a extensão do tumor é controlada enquanto as necessidades de insulina são reduzidas. No entanto, com esse tratamento, não é possível normalizar os níveis de hormônio do crescimento da mesma forma que ocorre com a hipofisectomia.

Além disso, a sua indisponibilidade, os custos e a repetida necessidade de anestesia representam um inconveniente considerável para os tutores de gatos doentes. São necessárias instituições muito especializadas para realizar esse tipo de tratamento.

Administração de medicamentos

Consiste na administração de análogos da somatostatina e tem como objetivo a redução das necessidades de insulina em gatos tratados. Paralelamente a esse tratamento, é feito um monitoramento do tamanho da hipófise e das concentrações de hormônio do crescimento.

Se o tutor do gato decidir não seguir nenhum dos tratamentos acima, ele terá a opção de um tratamento paliativo para aliviar os sintomas. Administrar altas doses de insulina duas vezes ao dia pode combater a acromegalia de forma relativamente eficaz. Porém, considerando a quantidade de insulina a ser administrada, essa opção pode ser tão cara quanto as anteriores.

Além disso, o combate à resistência à insulina só pode ser considerado quando não há sinais nervosos associados ao tumor hipofisário. Os outros sintomas que podem surgir por causa da acromegalia também devem ser tratados de forma paliativa.

 

 

 

 

 

 

Fonte: (Meus Animais)






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